1ª Bienal das Amazônias reunirá 121 artistas dos nove países | Arte

A primeira edição da Bienal das Amazônias estreia em 4 de agosto em Belém, no Pará, e reunirá 121 artistas de todos os países que têm a floresta em seu território. Além do Brasil, haverá representantes da Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Os trabalhos selecionados têm como foco apresentar ao público a variedade de identidades e culturas da Amazônia, mostrando que a floresta vai muito além do bioma. A lista inclui nomes como Adriana Varejão, a fotógrafa Claudia Andujar, Denilson Baniwa, Uyra Sodoma e o pintor venezuelano Carlos Cruz-Díez.

A Bienal das Amazônias ocorrerá em Belém (PA) de agosto a novembro deste ano — Foto: Instagram / @bienalamazonias / Reprodução

“A Bienal das Amazônias olha para uma Amazônia profunda, que tem a perspectiva de que não existe uma produção amazônica e, sim, um rizoma de multifacetadas individualidades”, afirma o Instagram do evento (@bienalamazonias).

A curadoria de artistas foi feita por um coletivo de mulheres intitulado “sapukai“, palavra da língua tupi que significa canto, clamor ou grito.

Fizeram parte da seleção a curadora e historiadora de arte Vânia Leal; a escritora e pesquisadora Keyna Eleison, ex-diretora artística do MAM do Rio de Janeiro; Sandra Benites, ex-MASP e primeira curadora indígena de uma instituição de arte no Brasil; e a pesquisadora e professora Flavya Mutran.

As curadoras da Bienal das Amazônias: Sandra Benites, Flavya Mutran, Keyna Eleison e Vânia Leal — Foto: Bienal das Amazônias / Walda Marques / Reprodução

Sob o tema “Bubuia: Águas como Fonte de Imaginações e Desejos”, a mostra é inspirada na obra do poeta João de Jesus Paes Loureiro, que defende o “dibubuísmo” amazônico. O termo é derivado da palavra de origem tupi “bubuia”, comumente usada na região para designar o “ato ou efeito de boiar (bubuiar), flutuar sobre as águas”.

Artistas dos nove países que envolvem a região da floresta estarão na Bienal das Amazônias — Foto: Instagram / @bienalamazonias / Reprodução

Os nomes da Bienal das Amazônias foram escolhidos por um conselho de quatro curadoras mulheres — Foto: Instagram / @bienalamazonias / Reprodução

“Flutuar sobre as águas simboliza a conjugação perfeita de movimento e inércia em favor do prazer, da reflexão e da integração com o meio ambiente, e diz muito sobre a perseverança e resistência de quem habita a região”, explicam as curadoras.

A Bienal das Amazônias acontecerá no prédio de uma antiga loja de departamentos com quatro andares e quase 8 mil m², mas também promete ocupar as ruas e outros espaços da cidade. O evento terá entrada gratuita e vai até 5 de novembro.


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